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O professor bilionário e a educação empreendedora.

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper

Há um número crescente de professores de empreendedorismo no Brasil em todos os níveis de ensino, do básico à pós-graduação. Por ainda ser uma novidade, ainda há muitas dúvidas sobre o que é a educação empreendedora e, por isso, quem deveria ser o professor de empreendedorismo.

Muitos criticam os professores teóricos. Mas respeito, cada vez mais, grandes teorias que avançam nossa forma de refletir e, desta forma, nos instigam a inovar. Por isso, professor Joseph Schumpeter é considerado, por muitos estudiosos, o pai do empreendedorismo moderno. Nascido na atual República Tcheca, em 1883, atingiu sua fase de maior produção intelectual quando se torna professor de economia na Universidade de Harvard a partir de 1932 até seu falecimento em 1950. Sua produção intelectual colocou o empreendedor na posição central de algo que chamou de destruição criativa. Entendeu e defendeu que o empreendedor é aquele que inova, e ao inovar destrói a situação atual para criar algo novo e melhor. Por esta razão, o empreendedor é o principal motor do desenvolvimento econômico. Curiosamente, antes de Schumpeter, pouca gente dava valor ao papel do empreendedor na sociedade, mesmo diante de empreendedores lendários como Henry Ford, Thomas Edison ou Walt Disney.

Muitos criticam os professores que privilegiam certos alunos. Mas o Vale do Silício, provavelmente, não teria existido se não fosse o professor Frederick Terman. Nascido em 1900, Terman se tornou professor da faculdade de engenharia da Universidade de Stanford em 1925. A universidade não passava de uma fazenda que tinha virado escola e a região, um lugar longínquo no Velho Oeste que sofria terremotos de vez em quando. Como não conseguia atrair pesquisadores brilhantes para Stanford, Terman incentivava que seus melhores alunos abrissem negócios na região, inclusive, conectando-os e investindo dinheiro do próprio bolso nos negócios criados. Com dois alunos, William e David, ele incentivou a sociedade e investiu 538 dólares, orientando que ambos criassem um novo negócio. Como não tinham muita criatividade para nomes, batizaram a empresa com seus sobrenomes: Hewlett Packard ou, simplesmente, HP.

E ainda, muitos criticam os professores práticos demais. Mas a internet, talvez, tivesse sido bem diferente se não fosse pelo pragmatismo do professor David Cheriton. Nascido no Canadá, tornou-se professor de ciência da computação na Universidade de Stanford em 1981. Em 1997, dois de seus alunos de doutorado estavam com sérias dificuldades de encontrar problemas de pesquisa para suas teses. Cheriton recomendou que trabalhassem em problema prático: encontrar dentre os referencias teóricos em uma bibliografia, quais eram os mais relevantes. Quando viu que a solução criada por Larry Page e Sergey Brin funcionava, nem pensou duas vezes, fez um cheque de US$ 100 mil, orientando seus alunos a criarem uma empresa, que chamaram de Google. Mas mesmo depois do Google e outras startups que investiu, ele continua fazendo o que mais gosta: sendo professor. Só se lembra de que é rico, quando a revista Forbes o coloca em seu ranking de bilionários. Daí ele se dá conta que tem uma fortuna estimada de cerca de US$ 3,2 bilhões.

O grande equívoco da educação empreendedora é que empreendedorismo não é ensinado. É aprendido! Os professores abrem as portas, mas você deve entrar por si mesmo.

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